{"id":54,"date":"2013-07-22T15:27:39","date_gmt":"2013-07-22T18:27:39","guid":{"rendered":"https:\/\/romenos.com.br\/2024\/?p=54"},"modified":"2024-04-22T19:06:05","modified_gmt":"2024-04-22T22:06:05","slug":"historia-da-imigracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/?p=54","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Imigra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong><em>por Douglas Orestes Franzen &#8211; Historiador e membro da diretoria da Associa\u00e7\u00e3o dos Romenos douglas_franzen@yahoo.com.br<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>Para entender a origem das fam\u00edlias que no s\u00e9culo XX imigraram para o Brasil provindos da Bessar\u00e1bia, \u00e9 preciso compreender o contexto das ondas migrat\u00f3rias que foram constantes na Europa do s\u00e9culo XIX.&nbsp; Estas fam\u00edlias s\u00e3o origin\u00e1rias principalmente da Alemanha e da Pol\u00f4nia, e no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX fundaram vilas de colonos cat\u00f3licos e luteranos no territ\u00f3rio da Bessar\u00e1bia. O territ\u00f3rio da Bessar\u00e1bia esteve sob controle de diversos pa\u00edses do Leste Europeu, resultado da onde de guerras e conflitos territoriais comuns no in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>De maneira geral, os grupos de colonos migravam constantemente de um local para outro, motivados por interesses econ\u00f4micos, ou at\u00e9 mesmo obrigados, fugindo de repres\u00e1lias e persegui\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas e confessionais. N\u00e3o poucas vezes seus documentos e registros hist\u00f3ricos foram confiscados e at\u00e9 mesmo perdidos diante de condi\u00e7\u00f5es adversas.<\/p>\n<p>O TERRIT\u00d3RIO DA BESSAR\u00c1BIA<\/p>\n<p>\u00c9 uma regi\u00e3o hist\u00f3rica localizada no Leste Europeu, que ao longo da hist\u00f3ria sofreu a influ\u00eancia de diversos imp\u00e9rios, reinados e pa\u00edses, justamente por ser uma regi\u00e3o muito f\u00e9rtil com plan\u00edcies e recursos h\u00eddricos vastos.<\/p>\n<p>Para a Associa\u00e7\u00e3o dos Bessarabianos Romenos, interessa o per\u00edodo em que o territ\u00f3rio da Bessar\u00e1bia pertencia \u00e0 Rom\u00eania, j\u00e1 que \u00e9 neste per\u00edodo em que nasceram grande parte dos imigrantes que se deslocaram para o Brasil. Por isso, esses imigrantes foram registrados como romenos.<\/p>\n<p>A Rom\u00eania conquistou sua independ\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao Imp\u00e9rio Otomano no ano de 1878, e ao t\u00e9rmino da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Bessar\u00e1bia foi anexada em sua maioria ao reino romeno. Durante vinte e dois anos (1918-1940) o territ\u00f3rio viveu sob o dom\u00ednio da Rom\u00eania, sendo os cidad\u00e3os bessarabianos nascidos nesse per\u00edodo considerados por legitimidade, como romenos. No ano de 1940, diante da conjuntura da Segunda Guerra Mundial, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica (R\u00fassia) retomou o dom\u00ednio sobre a Bessar\u00e1bia cedendo a regi\u00e3o aos dom\u00ednios da Ucr\u00e2nia e da Mold\u00e1via. Foi nesse per\u00edodo que os alem\u00e3es que ainda viviam em vilas como a de Krasna, tiveram que abandonar a regi\u00e3o, sob amea\u00e7as dos governos comunistas.<\/p>\n<p>VILA DE KRASNA, BESSAR\u00c1BIA, LESTE EUROPEU<\/p>\n<p>A imigra\u00e7\u00e3o e a funda\u00e7\u00e3o da vila de Krasna<\/p>\n<p>A vila de Krasna foi fundada no ano de 1814 por est\u00edmulo do imp\u00e9rio russo para fundar na Bessar\u00e1bia uma coloniza\u00e7\u00e3o no intuito de promover a ocupa\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de atividades econ\u00f4micas naquela regi\u00e3o. Os imigrantes que ali se estabeleceram vieram em sua maioria do Sul da Alemanha e da Pol\u00f4nia. A maioria desses colonos n\u00e3o possu\u00edam muitos bens materiais nem terras, e por isso foram atra\u00eddos pela oportunidade de conseguir um peda\u00e7o de terra naquela regi\u00e3o.<br \/>\nDe 1814 a julho de 1817, a aldeia foi chamada de Colonia Cat\u00f3lica ou Kogielnik Colony. O Departamento russo para colonos estrangeiros, em seguida, nomeou-a de Constantinovsky \/ Constantinschutz. Em 1819, a Coroa russa passou a denomin\u00e1-la oficialmente de vila Krasninsky \/ Krasna, em comemora\u00e7\u00e3o a uma batalha entre o ex\u00e9rcito de Napole\u00e3o e o ex\u00e9rcito russo.<br \/>\nO nome Krasna, no entanto, foi usado por moradores locais somente a partir de novembro de 1817. Em 1918, ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial, quando a Bessar\u00e1bia foi cedida para a Rom\u00e9nia, o nome da vila era conhecida como Crasna.<br \/>\nNos primeiros anos conviveram ali fam\u00edlias cat\u00f3licas e evang\u00e9licas, mas essa conviv\u00eancia era perturbadora pelo fato de n\u00e3o concidirem as comemora\u00e7\u00f5es e datas de car\u00e1ter religioso entre as cren\u00e7as. Assim, os evang\u00e9licos fundaram acol\u00f4nia de Katzbach, distante oito quil\u00f4metros de Krasna.<\/p>\n<p>At\u00e9 a d\u00e9cada de 1940, Krasna permaneceu como a \u00fanica aldeia alem\u00e3 na Bessarabia, habitada quase que exclusivamente por membros da f\u00e9 Cat\u00f3lica Romana.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-46\" style=\"border: 0px none;\" src=\"http:\/\/romenos.com.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/krasna.jpg\" width=\"400\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/krasna.jpg 1200w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/krasna-300x225.jpg 300w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/krasna-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/krasna-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><br \/>\n<\/span><\/p>\n<p>Vista da Vila de Krasna, ano de 1940. Destaque para a cruz, cuja r\u00e9plica encontra-se atualmente em Itapiranga-SC. Foto: Ted Becker, The Krasna Project.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-47\" style=\"border: 0px none;\" src=\"http:\/\/romenos.com.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/krasna_1940.jpg\" width=\"400\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/krasna_1940.jpg 1200w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/krasna_1940-300x225.jpg 300w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/krasna_1940-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/krasna_1940-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/span><\/p>\n<p>Vista da vila de Krasna, 1940. Foto: Ted Becker, The Krasna Project.<\/p>\n<p>Condi\u00e7\u00f5es de vida<\/p>\n<p>A maioria das fam\u00edlias que viveram na vila de Krasna trabalhavam na agricultura, nas plan\u00edcies f\u00e9rteis da regi\u00e3o. Cultivavam diversas variedades de alimentos e gr\u00e3os para a comercializa\u00e7\u00e3o, principalmente o trigo. No entanto, muitas fam\u00edlias n\u00e3o possu\u00edam a posse da terra, vivendo como arrendat\u00e1rios ou trabalhando como assalariados.<br \/>\nA agricultura era praticada de forma bastante tradicional, sendo muitas vezes as intemp\u00e9ries os grandes problemas da atividade. A agricultura sofria com ataques de nuvens de gafanhotos, secas e chuvas de granizo. Muitos animais morriam por falta de alimento ou por pestes. A popula\u00e7\u00e3o sofria de doen\u00e7as como a c\u00f3lera e o tifo, o que tornava a vida bastante dif\u00edcil para os moradores da regi\u00e3o.<br \/>\nNo entanto, a popula\u00e7\u00e3o de Krasna buscou for\u00e7as frente \u00e0s adversidades. O grande alento para a popula\u00e7\u00e3o era a religi\u00e3o. A escola foi constru\u00edda junto \u00e0 igreja da comunidade cat\u00f3lica, estando sob a administra\u00e7\u00e3o dos padres. No per\u00edodo em que esteve sob dom\u00ednios da Rom\u00eania, as crian\u00e7as aprendiam as li\u00e7\u00f5es da escola em romeno. A popula\u00e7\u00e3o, apesara da origem germ\u00e2nica, assimilou a l\u00edngua nacional.&nbsp; &nbsp;<br \/>\nAs condi\u00e7\u00f5es de vida eram dif\u00edceis e fizeram com que muitos dos moradores migrassem para outras col\u00f4nias, como Karamurat e Emmental. Apesar de um grupo ter vindo para a Am\u00e9rica antes da Primeira Guerra Mundial, a grande leva de fam\u00edlias que deixaram a vila de Krasna ocorreu depois de 1918. Muitos imigraram para o Canad\u00e1 e para os Estados Unidos. Nos anos de 1925 e 1929 muitas fam\u00edlias imigraram para o Brasil, e neste contexto que surgiram as fam\u00edlias de imigrantes que fixaram resid\u00eancia no extremo oeste de Santa Catarina.&nbsp; &nbsp;<br \/>\nOs anos de 1928\/1929 foram muito ruins para a vila de Krasna devido aos invernos rigorosos e em decorr\u00eancia da crise econ\u00f4mica que assolou grande parte da Europa. Nesse contexto muitas foram as fam\u00edlias que abandonaram suas terras e imigraram para a Am\u00e9rica, principalmente para o Brasil.<br \/>\nNo ano de 1940, devido \u00e0 eclos\u00e3o da Segunda Guerra Mundial o cen\u00e1rio do Leste Europeu foi novamente reconstru\u00eddo, fazendo com que os alem\u00e3es que moravam na vila de Krasna tivessem que abandonar suas propriedades e serem repatriados para a Alemanha.<\/p>\n<figure id=\"attachment_48\" aria-describedby=\"caption-attachment-48\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"caption size-full wp-image-48\" style=\"border: 0px none;\" title=\"Moinho da Vila de Krasna. Foto: Ted Becker, The Krasna Projext\" src=\"http:\/\/romenos.com.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/moinho.jpg\" width=\"400\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/moinho.jpg 1200w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/moinho-300x225.jpg 300w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/moinho-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/moinho-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-48\" class=\"wp-caption-text\">Moinho da Vila de Krasna. Foto: Ted Becker, The Krasna Project<img decoding=\"async\" class=\"caption size-full wp-image-49\" style=\"border: 0px none;\" src=\"http:\/\/romenos.com.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ovelhas.jpg\" alt=\"Cria\u00e7\u00e3o de ovelhas. Foto: Ted Becker, The Krasna Project.\" width=\"400\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ovelhas.jpg 1200w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ovelhas-300x225.jpg 300w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ovelhas-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ovelhas-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/>Cria\u00e7\u00e3o de ovelhas. Foto: Ted Becker, The Krasna Project.<span style=\"font-size: small; text-align: center; color: initial;\">&nbsp;<\/span><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-50\" style=\"border: 0px none;\" src=\"http:\/\/romenos.com.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/pastagens.jpg\" width=\"400\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/pastagens.jpg 1200w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/pastagens-300x225.jpg 300w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/pastagens-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/pastagens-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/>Pastor no trato de ovelhas. Foto: Ted Becker, The Krasna Project.<br \/><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-51\" style=\"border: 0px none;\" src=\"http:\/\/romenos.com.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/centro_comunitario.jpg\" width=\"400\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/centro_comunitario.jpg 1200w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/centro_comunitario-300x225.jpg 300w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/centro_comunitario-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/centro_comunitario-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/>Centro comunit\u00e1rio de Krasna. Foto: Ted Becker, The Krasna Project.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: small;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>LISTA DE SOBRENOMES VINCULADOS A VILA DE KRASNA<\/p>\n<p>Origem alem\u00e3:<br \/>\nAlbrecht&nbsp;&nbsp; &nbsp;Alwinger&nbsp;&nbsp; &nbsp;Almas&nbsp;&nbsp; &nbsp;Arlot<br \/>\nArnold&nbsp;&nbsp; &nbsp;Adeleiter&nbsp;&nbsp; &nbsp;Bachmeier&nbsp;&nbsp; &nbsp;Baldus<br \/>\nBartsch&nbsp;&nbsp; &nbsp;Bauer&nbsp;&nbsp; &nbsp;Baumann&nbsp;&nbsp; &nbsp;Baumstark<br \/>\nBecker&nbsp;&nbsp; &nbsp;Boht\/Both&nbsp;&nbsp; &nbsp;Brandt&nbsp;&nbsp; &nbsp;Braun<br \/>\nBreckner\/Bruckner&nbsp;&nbsp; &nbsp;Bullack&nbsp;&nbsp; &nbsp;Damm&nbsp;&nbsp; &nbsp;Deichert<br \/>\nDirk&nbsp;&nbsp; &nbsp;Drefs&nbsp;&nbsp; &nbsp;Drescher&nbsp;&nbsp; &nbsp;Dressler<br \/>\nEckert&nbsp;&nbsp; &nbsp;Engel&nbsp;&nbsp; &nbsp;Erker&nbsp;&nbsp; &nbsp;Fahnrich\/Fenrich<br \/>\nFleckenstein&nbsp;&nbsp; &nbsp;Folk&nbsp;&nbsp; &nbsp;Friedrich&nbsp;&nbsp; &nbsp;Furch<br \/>\nGotz&nbsp;&nbsp; &nbsp;Gross&nbsp;&nbsp; &nbsp;Haag&nbsp;&nbsp; &nbsp;Habrich<br \/>\nHammel&nbsp;&nbsp; &nbsp;Harabura&nbsp;&nbsp; &nbsp;Harsche&nbsp;&nbsp; &nbsp;Hartmann<br \/>\nHeidrich&nbsp;&nbsp; &nbsp;Hein&nbsp;&nbsp; &nbsp;Herrmann&nbsp;&nbsp; &nbsp;Herrschaft<br \/>\nHintz\/Hinz&nbsp;&nbsp; &nbsp;Hirsch&nbsp;&nbsp; &nbsp;Huttl\/Hittel&nbsp;&nbsp; &nbsp;Hoffart<br \/>\nHorner&nbsp;&nbsp; &nbsp;Ibach&nbsp;&nbsp; &nbsp;Ihli&nbsp;&nbsp; &nbsp;Januschaitis (Lithuanian)<br \/>\nKahl&nbsp;&nbsp; &nbsp;Keller&nbsp;&nbsp; &nbsp;Klein&nbsp;&nbsp; &nbsp;Koch<br \/>\nKopp&nbsp;&nbsp; &nbsp;Krams&nbsp;&nbsp; &nbsp;Kranich&nbsp;&nbsp; &nbsp;Kreis<br \/>\nKrenzel&nbsp;&nbsp; &nbsp;Kress&nbsp;&nbsp; &nbsp;Kuckert&nbsp;&nbsp; &nbsp;Kuhn<br \/>\nKunanz&nbsp;&nbsp; &nbsp;Kuntz\/Kunz&nbsp;&nbsp; &nbsp;Kupser&nbsp;&nbsp; &nbsp;Kuss<br \/>\nLauber&nbsp;&nbsp; &nbsp;Lauterbach&nbsp;&nbsp; &nbsp;Leinz&nbsp;&nbsp; &nbsp;Lob<br \/>\nMaas&nbsp;&nbsp; &nbsp;Mack&nbsp;&nbsp; &nbsp;Mandernacht&nbsp;&nbsp; &nbsp;Marte<br \/>\nMartin&nbsp;&nbsp; &nbsp;Milbrat&nbsp;&nbsp; &nbsp;Materi &nbsp;&nbsp; &nbsp;Meer<br \/>\nMerschbacher&nbsp;&nbsp; &nbsp;Muller&nbsp;&nbsp; &nbsp;Moldenhauer&nbsp;&nbsp; &nbsp;Nagel<br \/>\nNaumann&nbsp;&nbsp; &nbsp;Paul&nbsp;&nbsp; &nbsp;Pechel&nbsp;&nbsp; &nbsp;Riehl<br \/>\nRitz&nbsp;&nbsp; &nbsp;Ruckert&nbsp;&nbsp; &nbsp;Schafer&nbsp;&nbsp; &nbsp;Schlick<br \/>\nSchmidt&nbsp;&nbsp; &nbsp;Schnabel&nbsp;&nbsp; &nbsp;Schreiber&nbsp;&nbsp; &nbsp;Schreiner<br \/>\nSchulz&nbsp;&nbsp; &nbsp;Schwalich&nbsp;&nbsp; &nbsp;Sohn&nbsp;&nbsp; &nbsp;Seifert<br \/>\nSpeicher&nbsp;&nbsp; &nbsp;Spitznagel&nbsp;&nbsp; &nbsp;Steiert&nbsp;&nbsp; &nbsp;Ternes<br \/>\nTillmann&nbsp;&nbsp; &nbsp;Tischner&nbsp;&nbsp; &nbsp;Tuchscherer&nbsp;&nbsp; &nbsp;Turk<br \/>\nVolk&nbsp;&nbsp; &nbsp;Wagner&nbsp;&nbsp; &nbsp;Winter&nbsp;&nbsp; &nbsp;Wolf<br \/>\nWust&nbsp;&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>Origem polonesa:<br \/>\nBlotzki\/Plotzki&nbsp;&nbsp; &nbsp;Bobolowski\/Bogolowski<br \/>\nBonjakowski\/Bonogofski<br \/>\nBruschinski&nbsp;&nbsp; &nbsp;Cismak\/Tschischmak\/Tischmak<br \/>\nCiosek&nbsp;&nbsp; &nbsp;Gajewski&nbsp;&nbsp; &nbsp;Ganski<br \/>\nGedak&nbsp;&nbsp; &nbsp;Jankowski&nbsp;&nbsp; &nbsp;Kletki<br \/>\nKosolofski&nbsp;&nbsp; &nbsp;Nitsche&nbsp;&nbsp; &nbsp;Ruscheinski<br \/>\nSchulkowski&nbsp;&nbsp; &nbsp;Steinke&nbsp;&nbsp; &nbsp;Wuitschik<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>LISTA DE SOBRENOMES VINCULADOS \u00c0 VILA DE TEPLITZ &#8211; EVANG\u00c9LICOS<\/p>\n<p>DEISS, DREHER &#8211; BALMER &#8211; ZUNDEL &#8211; PALLMANN<\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-52\" style=\"border: 0px none;\" src=\"http:\/\/romenos.com.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ruscheinsky_1926.jpg\" width=\"400\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ruscheinsky_1926.jpg 1200w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ruscheinsky_1926-300x225.jpg 300w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ruscheinsky_1926-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/ruscheinsky_1926-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/span><\/p>\n<p>Fam\u00edlia Ruscheinsky, enquanto ainda vivia na Rom\u00eania.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia imigrou em 1929 para o Brasil.<\/p>\n<p>Foto: Arquivo de Douglas Franzen.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A IMIGRA\u00c7\u00c3O PARA O BRASIL<\/strong><\/p>\n<p>Os anos de 1928 e 1929 foram muito ruins para os moradores das vilas nos arredores de Krasna. Primeiro porque o inverno foi muito rigoroso nestes anos o afetou as pastagens, as \u00e1rvores frut\u00edferas e inviabilizou a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Al\u00e9m disso, a crise econ\u00f4mica de 1929 tamb\u00e9m afetou a Rom\u00eania gerando s\u00e9rias dificuldades para a popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAs condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o nas vilas de colonos eram muito ruins, para n\u00e3o dizer p\u00e9ssimas. As fam\u00edlias geralmente com muitos filhos, passaram dificuldades de encontrar alimento e para ganhar algum dinheiro para a manuten\u00e7\u00e3o de necessidades b\u00e1sicas. No ano de 1928, por exemplo, colonos da vila de Krasna tiveram que fazer um empr\u00e9stimo em conjunto para comprar alimentos e sementes para plantio. A cooperativa mantida pelos colonos atravessou s\u00e9rias dificuldades de se manter nesse per\u00edodo.<br \/>\nDiante dessa realidade algumas fam\u00edlias tomaram a dif\u00edcil decis\u00e3o de buscar uma nova morada em busca de novas perspectivas. O problema foi justamente decidir para qual regi\u00e3o imigrar. Nesse contexto de crise da Europa no ano de 1929 surgiu a possibilidade de imigrar para a Am\u00e9rica, principalmente para o Canad\u00e1, Argentina e Brasil.<br \/>\nAssim algumas fam\u00edlias venderam suas propriedades, juntaram os pertences que fossem poss\u00edveis de serem levados e partiram em viagem para o Porto de Hamburgo, de onde pegariam um navio. \u00c9 importante destacar que nem todas as fam\u00edlias tinham a certeza de seu destino, sabiam somente de que iriam imigrar para a Am\u00e9rica, estando estas fam\u00edlias \u00e0 merc\u00ea de grupos de pessoas que destinavam colonos aptos a trabalhar como m\u00e3o de obra barata na Am\u00e9rica.&nbsp; Muitas fam\u00edlias imaginavam imigrar para o Canad\u00e1 e no Porto de Hamburgo eram alocados em navios que vieram para o Brasil, sob alega\u00e7\u00e3o de epidemias ou qualquer outra desculpa.<br \/>\nA viagem de carro\u00e7a e de trem de da Rom\u00eania at\u00e9 Hamburgo durava por volta de uma semana. A viagem de navio at\u00e9 o Brasil durava aproximadamente mais 30 dias. No navio viajavam fam\u00edlias de diversas origens, cat\u00f3licos e evang\u00e9licos, que em n\u00e3o poucas vezes promoviam discuss\u00f5es calorosas sobre religi\u00e3o. A viagem era penosa, causando enjoos, doen\u00e7as e at\u00e9 mortes.<br \/>\nNa chegada ao porto de Santos, S\u00e3o Paulo, muitos colonos foram convencidos a desembarcar para trabalhar nos cafezais. No entanto, a maioria seguiria viagem at\u00e9 o Sul, pois se sabia que l\u00e1 existiam col\u00f4nias alem\u00e3s e italianas. Na chegada ao porto de Rio Grande, as fam\u00edlias foram alojadas num hotel em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, e ap\u00f3s um breve descanso foram transportados de trem e de caminh\u00e3o at\u00e9 o Estado de Santa Catarina. Na chegada a Santa Catarina foi oferecida duas op\u00e7\u00f5es de col\u00f4nias para as fam\u00edlias romenas, a de Porto Feliz (Monda\u00ed) de car\u00e1ter evang\u00e9lico, e a col\u00f4nia Porto Novo (Itapiranga), de car\u00e1ter cat\u00f3lico.<br \/>\nNo extremo oeste de Santa Catarina tiveram que enfrentar a adversidade da vida pioneira para comprar um lote de terra e iniciar uma nova vida distante de sua terra natal na Rom\u00eania.<br \/>\nNo Brasil, as fam\u00edlias que falavam o alem\u00e3o e o romeno tiveram que se adaptar a uma nova realidade. A linguagem preponderante nos primeiros anos das coloniza\u00e7\u00f5es de Monda\u00ed e Itapiranga era o alem\u00e3o e por isso o romeno acabou caindo em desuso. Os la\u00e7os culturais com a Rom\u00eania, principalmente nos costumes e na linguagem foram duramente afetados no per\u00edodo da Segunda Guerra Mundial, com a ades\u00e3o do Brasil \u00e0 guerra. Naquele momento foram proibidas todas as manifesta\u00e7\u00f5es socioculturais que tivessem v\u00ednculo com a Alemanha, a It\u00e1lia e a Rom\u00eania.&nbsp; A popula\u00e7\u00e3o foi praticamente for\u00e7ada a se adaptar \u00e0 l\u00edngua brasileira, inclusive as crian\u00e7as, que passaram a receber as li\u00e7\u00f5es escolares em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Os imigrantes romenos se estabeleceram em diversas comunidades do extremo oeste catarinense, principalmente de Monda\u00ed e Itapiranga. Na comunidade de Linha Santo Ant\u00f4nio, interior do munic\u00edpio de Itapiranga, existe hoje uma r\u00e9plica de uma cruz em homenagem \u00e0 vila de Krasna.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: small;\"><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-53\" style=\"border: 0px none;\" src=\"http:\/\/romenos.com.br\/2024\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/saida_alemaes_1940.jpg\" width=\"400\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/saida_alemaes_1940.jpg 1200w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/saida_alemaes_1940-300x225.jpg 300w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/saida_alemaes_1940-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/romenos.com.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/saida_alemaes_1940-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/span><\/p>\n<p>Fam\u00edlias deixando Krasna e vilarejos vizinhos em comitiva no ano de 1940. Foto: Ted Becker, The Krasna Project.<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS:<\/p>\n<p>The Krasna Project&nbsp; http:\/\/www.14ushop.com\/krasna. Agradecimento especial \u00e0 pessoa de Ted Becker, pelas informa\u00e7\u00f5es e fotografias.<\/p>\n<p>Germans from Russia Heritage Collection. Site: http:\/\/library.ndsu.edu\/grhc\/<\/p>\n<p>JUNGBLUT, Roque. Porto Novo: um document\u00e1rio hist\u00f3rico. Itapiranga: Edi\u00e7\u00f5es Sei-Fai, 2006.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Douglas Orestes Franzen &#8211; Historiador e membro da diretoria da Associa\u00e7\u00e3o dos Romenos douglas_franzen@yahoo.com.br Para entender a origem das fam\u00edlias que no s\u00e9culo XX imigraram para o Brasil provindos da Bessar\u00e1bia, \u00e9 preciso compreender o contexto das ondas migrat\u00f3rias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-54","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/54","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=54"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/54\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":837,"href":"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/54\/revisions\/837"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=54"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=54"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/romenos.com.br\/novo\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=54"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}